Mais uma entrevista bacana do http://www.tudoradio.com

GISLAINE MARTINS

T-Gi, onde você começou a sua carreira no rádio?
G-Bom, tudo começou em Limeira/SP, ouvindo a rádio Estéreo Som FM , que existe até hoje e é um sucesso. Eu era ouvinte e ligava pra ganhar prêmios. O locutor Carlos Alberto – que trabalha lá hoje em dia – me achou muito simpática e me convidou pra fazer um teste. Todo mundo gostou e eles me colocaram no ar nos finais de semana. Nessa época Bob Fernandes e Marcelo Eduardo – hoje na Jovem Pan – também trabalhvam lá. Aliás, eu fiz um horário com o Marcelo em Piracicaba/SP e foi uma época muito bacana. Aprendi muita coisa.

T-Mas você fazia alguma coisa antes?
G-Eu era recepcionista em uma clínica médica e estudava em Limeira, a minha cidade natal.

T-Teve alguma pessoa do rádio na família?
G-Nunca, todos normais. (Risos)

T-Quem você gostava de parar e ficar ouvindo?
G-Adorava ouvir Domênico Gato e Pamela Rossi na Educadora de Campinas/SP. Era demais! Era uma época de duplas e eles eram perfeitos!

T-Acabaram eles então, sendo os seus inspiradores na carreira?
G-Totalmente, me apaixonei por rádio por causa deles.

T-Mas foi o Carlos Alberto lá em Limeira, o primeiro cara a te dar uma oportunidade?
GExatamente. Ele era locutor e coordenador na época. Mas o Cézar também me ajudou muito e está de volta na Estéreo Som. Tem também o Vínicius Savoya, Decinho, Edson Ferreira, o Marcelo. Enfim…

T-Conte um pouquinho para gente, a sua trajetória no rádio.
G-Depois da Estéreo Som, fui para 97 FM de Piracicaba/SP que estava inaugurando. Foi um projeto muito bacana para época e só com gente nova. Fiquei lá um tempão. Passei pela rádio Fraternidade de Araras/SP. Sensacional! Fiz programa sertanejo e outros que a galera lembra até hoje. O Claúdio Junior meu coordenador, apostava tudo. Depois fui para Campinas na Educadora FM, fiquei 5 anos com o Gustavo fazendo a melhor rádio jovem do interior (na minha opinião é ate hoje). De lá, vim para Nova FM. Trabalhei na Nova FM, quando era rádio jovem ainda. A única Radio Dance. Você lembra? Eu fazia o programa DJs Party com o Deeplick (que fez os remixes de Mina do Condomínio e Burguesinha do cantor Seu Jorge, Ai Ai de Vanessa Da Matta e Beijar na Boca de Cláudia Leitte). Brinco com ele, que eu o conheço desde quando ele era pobre e ia de metrô fazer o programa. Era uma época muito boa, com uma equipe que está aí até hoje, espalhadas em grandes rádios. Depois de lá, vim para a Transamérica a convite do Marcelo Nascimento e estou até hoje. Já são doze anos de Transamérica.

T-Pensava outra coisa ainda quando era criança?
G-Sim, eu queria ser professora. (Risos) Ainda bem que as coisas mudam, né?

T-O que acha das meninas no rádio hoje em dia? Quando começou já tinham muitas no ar?
G-Acho que temos muitas meninas legais no rádio hoje. Acabei de indicar a Ana Martins da 89 FM, para fazer as locuções do programa do Gugu, uma vez que renovei meu contrato e vou ficar no SBT no Domingo Legal com Celso Portiolli. A Ana “nasceu” aqui na Transamérica e é uma querida, além de boa locutora. Sem falar na Malu Campos (que já foi entrevistada pelo TudoRadio) da Mix, Mônika Leão (também já entrevistada aqui) da Band e Marcela na Metropolitana. Isso falando só de São Paulo, né? Ouço as meninas do interior também. Em Brasília, tem a Drica que é ótima, em Salvador também tem várias locutoras sensacionais. Enfim, hoje em dia tem muito mais locutoras do que no passado, com certeza.

T-Combinamos de fazer essa entrevista numa época triste para a música que foi a morte de Michael Jackson. Já tinha tocado ele em algum momento da sua vida profissional?
G-Nossa, toquei muito Michael Jackson, até porque tive minha fase programa de amor, recadinho e as clássicas do Michael, sempre apareciam. Ben, I’ll Be There, The Girl is Mine e por aí vai. Infelizmente perdemos o maior artista da música pop.

T-Lembra de alguma canção dele com carinho, que você goste mais?
G-Lembro do show de 93 aqui em São Paulo. Eu fiz questão de assistir porque isso eu tinha guardar para contar depois.

T-Muita gente acha que você é somente “a locutora”. Mas atualmente, você tem outras atribuições na Transamérica também, não é?
G-Nossa, faço de tudo um pouco em rádio. Aprendi tudo na Educadora lá de Campinas. Aqui na Transamérica, sou coordenadora artística. Então cuido de toda parte artística da rádio, trabalho ligada com o Jhony que faz a programação musical, cuido dos locutores, falo com gravadoras e faço meu programa 2 em 1 de segunda a sexta com o o Ricardo Sam das 8 as 10 da manhã.

T-Na sua opinião a rádio digital vai vingar mesmo no Brasil?
G-Olha Rodrigo, acho que demora muito ainda.

T-Qual foi a sua maior alegria e maior tristeza no rádio?
G-A maior alegria foi trabalhar na rádio que eu sonhava que é a Transamérica. Tristeza, foi me decepcionar com pessoas que eu admirava.

T-É verdade. Isso talvez é o que mais acontece, mas como pintou o convite de trabalhar na Transamérica?
G-A locutora da rádio na época, pediu demissão e como o Marcelo Nascimento já me conhecia, fez o convite e eu aceitei na hora. Antes, já tinha passado por várias entrevistas como Lui Riveglini na Transamérica, mas na última hora eu sempre dava uma desculpa para não começar. Bobinha!

T-Uai, mas por que desculpa? Você ficava muito pilhada?
G-Ah, sei lá. Talvez sim. (Risos)

T-Você lembra qual foi o seu primeiro programa quando entrou pra rádio?
G-Claro. Na rede Transamérica eu fazia o Meca do Rock as 6 da manhã. Trocava de horário com o Banana, hoje na Pan. Em São Paulo comecei operando a mesa para galera do Café com Bobagem. Quer escola melhor que essa?

T-Trabalhar nas grandes capitais, você acha que é o sonho de todo profissional de rádio?
G-Engraçado, sou eu quem contrato os locutores aqui, as pessoas acham exatamente isso. Trabalhar nas grandes cidades é muito legal pela visibilidade, mas eu acho que em qualquer lugar que você fizer um trabalho bom e diferenciado, você vai ser notado. Mas vale a pena lutar e passar por essa experiência sim.

T-Você renovou seu contrato com o SBT. Aliás, você comentou que já trabalhou com o Gugu que hoje foi para a TV Record, não é?
G-É, eu trabalhei com o Gugu por 10 anos e agora continuo no SBT com o Celso Portiolli, novo apresentador do Domingo Legal. Adoro trabalhar na TV. Gosto muito mesmo.

T-Que legal. Desejamos sorte. Mas um dia você começou como todo mundo e que toque você daria aos iniciantes na carreira hoje.
G-Pessoal, dediquem-se em fazer bons pilotos para as grandes rádios de São Paulo. Tenham conteúdo e saibam que uma boa voz não quer dizer que voce é um locutor. Ouçam os mais experientes, mas não os copiem. Criem estilos.

T-Eu me lembro de uma entrevista que fiz com a Mônica Venerabile da Nativa Rio aqui para o site, na qual ela não se lembrava de ter trabalhado com você. Passado algum tempo; ela acabou lembrando disso e de você também. Faz muito que trabalharam juntas mesmo?
G-Não chegamos a trabalhar junto, assim, mas sei que ela é uma grande profissional.
Quando estive aí no ano passado para ver a galera, a rádio estava em reformas, mudanças e você numa correria danada, sô!.


T-Novidades agora?
G-Pois é, menino, já terminamos e começamos novamente, você acredita? (Risos)

T-Gostaria que seus filhos seguissem também na carreira?
G-Não terei filhos nessa vida. Mais se tivesse gostaria que fizessem algo com amor.

T-Estou sempre convidando todo mundo para virem passear aqui para tomarmos um café com pão de queijo. E você?
G-O Rodrigo! Obrigada pelo convite. Quando der, vou mesmo comer pão de queijo com vocês aí, viu? Mas vem você para cá também, menino!

T-Quem sabe! Gislaine, quero te agradecer de montão pela entrevista, pois seus fãs e profissionais do meio, já tinham pedido: Olha, faz uma com a Gi Martins lá da Transamérica, hein?

G-Que legal! Quero te agradecer demais o convite. Adorei. É muito legal relembrar tudo que escrevi aqui. Aos amigos que não citei, não fiquem bravos, foi só para não estender muito a entrevista. Gosto muito dessa parte do site de vocês. Entrevistas. Parabéns pelo trabalho, TudoRádio! No que precisarem da Transamérica, é so falar. Um beijo: Gi.

Bate-Bola Rápido
Eu sou: persistente.
Mas poderia ser: menos pilhada.
Transamérica: desafio.
Um microfone: trabalho.
Um fone: fundamental.
Enter X Cartucheira: podem não funcionar.
O Rádio: minha vida.
Time do coração: São Paulo Futebol Clube.
Amor: família.
Música especial: Marvin Gaye – Sexual Healing Nacional
Um arrependimento: deixar para depois.
Uma grande lembrança: minha primeira vez ao vivo no Domingo Legal.
Uma grande satisfação: ser conhecida pela voz.
Um sonho: colocar a Transamérica no Top 10 das rádios de São Paulo.
Sou grato a: minha mãe, por me ensinar a ver o lado bom de tudo.
Mais amigos ou colegas: muitos amigos!
Gislaine versus Gislaine: vira micareta! Só alegria!

Por Rodrigo Viriatto – 21/agosto/2009 tubaraum.loc@hotmail.com
Rodrigo Viriatto, conhecido no meio como Tubaraum. Onze anos como locutor, profissional formado. Atualmente está na Sete Colinas FM mas já teve passagens por algumas rádios de Uberaba e região: Nova, Cidade, 89, América, Terra, SuperSom, Difusora, Band Sat entre outras. Atualmente desenvolve trabalhos como AudioBooker e em breve dublagens. Tem 31 anos de idade e é mineiro de Itaúna.

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