Governo de SP decide restringir acesso da imprensa a casos com reféns

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo anunciou uma nova norma para condução de ocorrência com reféns. De acordo com a secretaria, a imprensa deve “se abster de transmitir imagens e/ou manter contato com os envolvidos”, caso a polícia considere a divulgação um risco para os envolvidos.
A norma, que dá ao Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da PM, e não mais ao Grupo Especial de Resgate (GER), da Polícia Civil, a responsabilidade de agir em ocorrências com reféns, não detalha o procedimento com a imprensa.
A ação foi motivada pela morte de Eloá Pimental, assassinada em 2008 pelo namorado, Lindemberg Alves Fernandes, que a manteve como refém. De acordo com a Polícia, o desfecho do caso foi resultado de uma série de falhas, entre elas, a transmissão de uma entrevista exclusiva pela Rede TV com o sequestrador ainda no cativeiro.
Segundo os peritos em segurança, Luís Sapori e Theodomiro Dias Neto, isolar áreas é procedimento internacional. “A polícia deve ter poder para controlar a situação, mas não tem como evitar que a mídia repercuta o fato”, diz Neto. “Limitar não quer dizer proibir”, diz Sapori.
Ricardo Pedreira, diretor-executivo da ANJ (Associação Nacional de Jornais), acredita que a medida é uma questão de segurança, que não fere o livre exercício do jornalismo.
A apresentadora Sônia Abrão, que entrevistou Lindemberg, disse que apenas cumpriu”função de jornalista”.
As informações são da Folha de S.Paulo


Fonte: http://www.comunique-se.com.br

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