Sindicato denuncia problemas nas condições de trabalho na rede Bom Dia e TV TEM

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo exigiu melhores condições de trabalho para os jornalistas que atuam nas empresas do grupo Traffic, composta pela Rede Bom Dia, TV Tem e Diário de S. Paulo. Segundo a entidade, os profissionais do grupo reclamam de acúmulo de funções, remanejamento e demissões.
Na TV TEM, por exemplo, o número de jornalistas diminuiu, com a demissão de quatro profissionais e a transferência de colaboradores para outras praças. Segundo o sindicato, o remanejamento dos jornalistas para outras cidades tem sido feito sem nenhum tipo de subsídio ou aumento salarial para arcar com despesas de transporte, aluguel ou maior custo de vida. Diante dessa situação, a entidade diz que muitos profissionais se demitem, mas não são substituídos, o que eleva a carga de trabalho para os que permanecem na empresa.
O grupo Traffic já foi denunciado ao Ministério Público do Trabalho por obrigar repórteres cinematográficos a conduzirem viaturas da emissora diariamente, arcando, inclusive, com as multas de trânsito. Além disso, os profissionais se queixam de ter de trabalhar para mais de uma mídia, tanto para os jornais impressos como para os portais de notícias da rede.
“Os jornalistas ficam desgastados pelo acumulo de funções, isso tem acontecido em toda a rede, por isso queremos conversar com eles para entrar num acordo”, conta o presidente do sindicato, José Augusto Camargo.
Aumento de PJsOutra denúncia da entidade é o aumento sistemático do registro como Pessoa Jurídica (PJ), o que impede benefícios como FGTS, férias, 13º salário, cobertura do INSS para aposentadoria e atendimento médico.
Contra a acusação, o grupo se defende e diz que não é responsável diretamente por todos os parceiros, empresas que usam somente o nome e a estrutura da rede. O sindicato classifica a alegação como uma “desculpa”, já que o grupo divulga que possui a maior rede de jornais do País, ao somar todos os parceiros.
Procurado pela reportagem, o departamento de Recursos Humanos do grupo disse que não tem conhecimento desses tipos de reivindicações, mas que está aberto para discutir o assunto com o sindicato.
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