Quer ser seu próprio patrão? Saiba que você não precisa de grande capital inicial

Para se tornar um empreendedor na comunicação não é preciso um grande capital inicial, nem planejamento de negócios mirabolantes, é o que acreditam empreendedores das agências Máquina, Ideia, Xpress e Approach, que participaram do Papo na Redação, realizado pelo Comunique-se, nesta quinta-feira (25/11).


Beth Garcia (Approach), José Guilherme Fonseca de Araújo (Agência Ideia), Sérgio Ignácio (XPress Comunicação) e Maristela Mafei (Grupo Máquina) deram dicas de como se tornar um empreendedor de sucesso. A discussão foi mediada por Rodrigo Azevedo, fundador e CEO do Comunique-se.

“Comecei sem nenhum capital, só com um computador, sai do jornal com dois clientes e comecei”, contou Beth Garcia, da Approach. A jornalista afirmou que na época recebia um salário de R$ 600 na Redação de um jornal e que resolveu sair do veículo para investir em seu próprio negócio.

Hoje, a Approach conta com 123 funcionários, mais de 100 clientes e cresce a uma taxa de 30% a 40% ao ano.

Faça o que você gosta

Questionado por Rodrigo Azevedo sobre o capital inicial, os quatro disseram que não tinham dinheiro, ou quase nada, para investir, mas que o sucesso se deve ao fato de fazer o que se gosta.

“Você tem que fazer o que gosta. Você não pode ter o ganho como único objetivo, é uma conseqüência”, disse Beth.

Os empreendedores afirmaram que não tinham nenhum planejamento de negócios quando deram o pontapé inicial, mas admitiram que quando o negócio saí do papel, o planejamento é inevitável. “É cada vez mais importante o planejamento e a disciplina”, afirmou José Guilherme Araújo, da Ideia.

Oportunidades

Sérgio Ignácio, da Xpress, acredita que há cases de comunicação corporativa muito expressivos no Brasil e que é interessante aprender com eles. “O Brasil é o grande exportador de ideias de PR. Tome cuidado com essa sensação de que lá fora é melhor”.

Beth diz que é bom olhar as oportunidades que o País oferece. “Sempre há espaço para um bom trabalho e o mercado ampliou muito, existem várias

frentes na comunicação”.

Empreendedorismo é vocação?

Para José Guilherme, outro mito é que a pessoa já nasce empreendedora. “A ideia que você nasce empreendedor é um mito, é claro que você tem algo que te ajuda, mas você pode aprender”. Para ele, as faculdades de comunicação deveriam despertar esse interesse em seus alunos. Os demais empresários concordaram, apesar de admitirem que o gosto desde cedo pelo empreendedorismo é relevante.

Disciplina e regularidade

Maristela Mafei enfatiza o que vai definir se o negócio terá sucesso ou não é a disciplina e regularidade da empresa. “Procure informação, comece a planejar, mas evite excessos. Veja o que você gosta de fazer. Pague os impostos e regularize sua empresa”, afirmou.

“Disciplina e criatividade combinam de forma muito harmoniosa”, completou Sérgio Ignácio, da Xpress.

O outro lado do balcão

Os empreendedores acreditam que pra ser empreendedor, tem que saber ser empregado. “É importante ter uma experiência como empregado antes, ter um chefe, holerite”, defendeu Beth.

Ideias de negócio

Maristela deu uma sugestão para os que têm interesse em empreender. “Ofereça serviços para os veículos estrangeiros que irão cobrir a Copa e Olimpíadas, porque com a crise, essas equipes podem estar mais enxutas”.

Já José Guilherme, falou da mensuração de resultados. “A área de mensuração é ainda muito grande, é uma área que as pessoas que estão interessadas em empreender podem investir aí”.

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