COMUNICANDO: 10 tendências tecnológicas que mudarão os negócios nos próximos anos

A ascensão das empresas digitais, nos últimos anos, levou a uma série de lançamentos de novos produtos que alteraram significativamente a relação entre os homens e as máquinas. A tendência, inclusive, é que eles se tornem “colegas de trabalho” e, possivelmente, ainda mais dependentes um do outro, segundo previsões do Gartner. Os equipamentos tecnológicos baseados em computação passaram a ser cada vez mais utilizados para criar uma variedade de experiências que ampliam o esforço humano.

Essa cooperação homem-máquina tende a modificar as estruturas de empresas e a forma como as pessoas trabalham. A função dos aparelhos em atividades do dia a dia também está mudando, em um movimento que deve acelerar ainda mais nos próximos anos. As máquinas ganham características cada vez mais humanas para influenciarem um relacionamento mais personalizado com as pessoas. Conheça as 10 previsões da empresa de pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia para os próximos anos.

01. Posições em baixa, e outras em alta

A rápida evolução das mídias sociais e das tecnologias móveis está conduzindo uma mudança nos hábitos dos consumidores e na forma como eles vivem. Em breve, por exemplo, as geladeiras identificarão e pedirão gêneros alimentícios que estão em falta na casa, os robôs registrarão isso e os drones entregarão os produtos na porta das residências. Como resultado, haverá a redução da necessidade de funcionários nos mercados e de motoristas para fazer as entregas.

Esse novo ambiente promovido pelas empresas digitais mudará profundamente os processos de negócio, juntamente à demografia dos empregos, fazendo emergir a necessidade de competências mais avançadas em todas as indústrias. Até 2018, as companhias demandarão 50% menos de trabalhadores em processos de negócio e 500% mais empregos-chave nas empresas digitais, comparados aos modelos tradicionais.

04. Contribuições para o aumento da expectativa de vida

Até 2020, a expectativa de vida no mundo desenvolvido aumentará em meio ano em virtude da crescente adoção de tecnologias sem fio de monitoramento da saúde. Antes disso, em 2017, os custos dos cuidados com a diabetes serão reduzidos em 10% por meio do uso de smartphones. Os equipamentos de monitoramento que podem ser “vestidos” representam uma grande promessa.

Hoje, uma simples pulseira pode monitorar os batimentos cardíacos, a temperatura e uma série de fatores ambientais. Alguns adesivos (patches) sem fio de monitoramento do coração, camisetas inteligentes e sensores em acessórios prometem mais precisão, escolha e conforto para os usuários. A transmissão sem fio é fácil e clara.

Os dados podem ser correlacionados com grandes repositórios de informações baseados na nuvem para gerar ações aprovadas e, via redes sociais, obter informações. O Gartner prevê que os dados de dispositivos de monitoramento remoto oferecerão acesso contínuo dos pacientes aos médicos.

05. Ascenção dos assistentes digitais móveis

Até o fim de 2016, mais de US$ 2 bilhões de compras on-line serão feitas exclusivamente por assistentes digitais móveis por ano. Inicialmente, eles cuidarão de processos táticos triviais como anotar nomes, endereços e informações de cartões de crédito. Alguns eventos fixos, como reposição em mercados, serão comuns e proporcionarão a esses tipos de assistentes a confiança para evoluírem.

A tendência é que, em seguida, eles assumam decisões mais complexas, como a programação da noite: a escolha de um filme bem cotado e, depois, um jantar. Os assistentes digitais estarão em múltiplas plataformas, mas os equipamentos móveis serão os dispositivos mais acessíveis e preferencialmente adotados.

06. Interesse renovado pelos pagamentos móveis

Segundo a previsão do Gartner, este ano, o mercado norte-americano verá a renovação do interesse pelos pagamentos móveis – em parte devido à introdução do Apple Pay e dos esforços similares dos concorrentes, como do Google para incentivar a adoção do Google Wallet. Até 2017, o engajamento dos clientes de mobilidade nos EUA impulsionará o faturamento do comércio móvel local em 50% das receitas do comércio digital.

O poder crescente dos smartphones e tablets e as aplicações disponíveis para cada um deles permitem que os consumidores interajam melhor com as empresas, tenham experiências melhores e recebam conteúdo em praticamente todas as fases dos processos de compra. À medida que os fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de aplicações melhorem a usabilidade e a funcionalidade, e atendam às preocupações dos usuários com a segurança, os dispositivos serão cada vez mais essenciais para os clientes.

Os consumidores que nasceram e cresceram usando a internet como plataforma de comunicação, informação e transações e vivem presos aos seus equipamentos móveis tendem a querer que os provedores de serviços e os varejistas atendam às suas expectativas de experiências de comércio conectadas.

07. Flexibilidade em prol do consumidor

Até 2017, 70% dos modelos de empresa digital bem-sucedidos dependerão de processos instáveis e projetados para mudar conforme as necessidades dos clientes. Antes disso, ainda este ano, a previsão é de que 5% das empresas globais projetem processos “supermanobráveis” que ofereçam vantagens competitivas.

A flexibilidade faz com que as ofertas, normalmente, sejam impossíveis de serem duplicadas por outros concorrentes. Os processos deliberadamente instáveis comandarão uma mudança drástica na capacidade das empresas e seu pessoal de forma mais fluida. A capacidade de mudar rapidamente vai alavancar os conceitos de liquidez organizacional. Esse enfoque holístico, que mistura modelo de negócio, processos, tecnologia e pessoas, alimentará o sucesso da empresa digital.

08. Experiência no foco

Até 2017, 50% dos investimentos em produtos de consumo serão redirecionados para inovações na experiência dos consumidores. E ainda este ano, a previsão indica que mais da metade dos produtos de consumo tradicionais terá extensões digitais nativas. Em muitas indústrias, a hiperconcorrência desgastou as vantagens das ofertas tradicionais, fazendo com que a experiência dos clientes seja o novo campo de batalha.

As companhias buscam reconquistar a fidelidade de seus clientes, hoje empoderados pelo acesso facilitado às informações de preços e produtos via pesquisa e canais sociais. A realidade é que a inovação focada em novos produtos – e até mesmo novos modelos de negócio – está sujeita a períodos de naufrágio das vantagens competitivas. Os concorrentes e as alternativas são abundantes, e a inovação dos produtos está sujeita a acelerar a comoditização. A inovação da experiência dos clientes permanece sendo o segredo para uma fidelidade à marca duradoura.

03. Redução de custos

Outra previsão do Gartner é de que, até 2018, o custo total das operações de empresas digitais será reduzido em 50%, por meio de máquinas inteligentes e serviços industrializados. Mesmo sem esses equipamentos tecnológicos serem capazes de substituir o trabalho humano, eles desalojarão a complacência e a ineficiência e acrescentarão uma tremenda velocidade às operações dos negócios.

Perseguindo a preferência dos consumidores em usar a internet e os serviços móveis para impulsionar as eficiências comerciais e otimizar a gestão do tempo, as indústrias estão se esforçando para melhorar a experiência dos clientes por meio da simplificação e da automação. Ao tornarem os processos ponto a ponto mais inteligentes, elas minimizam as intervenções manuais e permitem que os consumidores se sirvam sozinhos – self-service.

As necessidades dos clientes por produtos e serviços mais rápidos, baratos e melhores, disponíveis a qualquer hora, em qualquer lugar e qualquer canal, estão alimentando a revolução da empresa digital.

06. Interesse renovado pelos pagamentos móveis

Segundo a previsão do Gartner, este ano, o mercado norte-americano verá a renovação do interesse pelos pagamentos móveis – em parte devido à introdução do Apple Pay e dos esforços similares dos concorrentes, como do Google para incentivar a adoção do Google Wallet. Até 2017, o engajamento dos clientes de mobilidade nos EUA impulsionará o faturamento do comércio móvel local em 50% das receitas do comércio digital.

O poder crescente dos smartphones e tablets e as aplicações disponíveis para cada um deles permitem que os consumidores interajam melhor com as empresas, tenham experiências melhores e recebam conteúdo em praticamente todas as fases dos processos de compra. À medida que os fabricantes de dispositivos e desenvolvedores de aplicações melhorem a usabilidade e a funcionalidade, e atendam às preocupações dos usuários com a segurança, os dispositivos serão cada vez mais essenciais para os clientes.

Os consumidores que nasceram e cresceram usando a internet como plataforma de comunicação, informação e transações e vivem presos aos seus equipamentos móveis tendem a querer que os provedores de serviços e os varejistas atendam às suas expectativas de experiências de comércio conectadas.

09. Personalização cresce

A impressora 3D já está causando um profundo impacto na viabilização de startups para que reduzam os custos de infraestrutura, em comparação aos processos de manufatura tradicional existentes. Até 2017, quase 20% das lojas online que vendem bens duráveis usarão o equipamento para criar ofertas de produtos personalizados. Ainda este ano, mais de 90% deste setor buscarão ativamente parcerias externas para dar suporte aos novos modelos de negócio de produtos “personalizados”.

As empresas que organizarem as estratégias antes acabarão por definir o espaço nessas categorias. Isso requer uma cultura corporativa que apoie produtos “sem conformidade”, novas capacidades de negócio de “concierge” nas linhas de frente e equipes administrativas com capacidades operacionais e de TI. Será exigida uma nova agilidade para além da automação rígida dos processos, que poderá requerer sistemas de negócio completamente novos.

10. Propaganda móvel combinada ao posicionamento do cliente

Cada vez mais, os comerciantes digitais aumentam o foco em propaganda móvel e analítica avançadas para aproveitar as vantagens apresentadas pelo crescimento do uso de equipamentos móveis. As ações passam a ser altamente direcionadas com base em aquisições recentes, hábitos de compra, cidade de residência e interesses.

Até 2020, as empresas de varejo que usam mensagens dirigidas combinadas aos sistemas internos de posicionamento (IPS) verão um aumento de 5% nas vendas. Outra previsão é de que, até 2016, haverá um aumento na quantidade de ofertas dos varejistas voltadas à localização do cliente e ao tempo gasto na loja.

 

Fonte: Mundo Marketing

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